sábado, 25 de outubro de 2014

O Culto da Besta #2



Kenneth Grant
Tradução de Fernando Liguori
Cults of Shadow, Capítulo 7, Frederick Muller, 1975


OS DOIS PRINCIPAIS cultos de importância fundamental no Novo Aeon são a A\A\[1] e a O.T.O.[2] A A\A\ foi desenvolvida por Crowley a partir das reminiscências da Golden Dawn; a O.T.O. fora a continuação da Ordem dos Illuminati inaugurada no séc. XVIII pelo Adepto Bavariano Adam Weishaupt. Ela foi revivida próximo ao fim do séc. XIX pelo Dr. Karl Kellner, um Adepto Austríaco que morrera sob circunstâncias misteriosas em 1905.

A O.T.O. foi a ‘primeira Grande Ordem da antiguidade’[3] a aceitar a Lei de Thelema, e embora Crowley tenha introduzido os ensinamentos e técnicas mágico-tântricas nos Graus mais altos que tinham sido transmitidos de Kellner via Theodor Reuss, os Graus de I° ao VI° permaneceram – até após a morte de Crowley – sob meras cópias de rituais maçônicos tendo pouco valor mágico.[4]

A A\A\ ou Ordem da Estrela de Prata contem um sistema de Graus e um esquema de iniciação tendo como seu principal ‘tantra’ O Livro da Lei (Liber AL). O próximo Aeon, o de Maat, terá outro tantra, pois está escrito no AL que:

Um outro profeta surgirá, e causa revigorante febre dos céus; uma outra mulher despertará a lascívia & adoração da Cobra; uma outra alma de Deus e besta juntar-se-á no globado sacerdote; um outro sacrifício manchará a lápide; um outro rei reinará; e benção não é por mais tempo vertida Ao Místico Senhor de Cabeça-de-Falcão![5]

A O.T.O., por outro lado, recebe força e poder exclusivamente para gerar a energia Ofidiana e para transmitir a Corrente 93. Ela promove a Lei de Thelema que é incorporada pelo AL e pelo OZ,[6] não através de ‘lojas’, como nos dias de Crowley, mas através de uma ramificada rede de zonas de poder controladas pelo ajnacakra e o muladharacakra perfeitamente alinhados no sacerdote[7] e sua sacerdotisa ou Mulher Escarlate. O centro da Vontade (Thelema) – fonte da energia fálico-solar – está centrado no Sacerdote, enquanto a Serpente de Fogo ou a Força Cósmica Elemental tem sua sede nas vibrações vaginais da Sacerdotisa. O inter-jogo ou a polarização destes dois centros constitui a magick da O.T.O. e sua fórmula é LAShTAL.[8] Esta fórmula, que é de importância fundamental no Culto de Crowley, consiste de uma série de baterias de 31-XXXI-31=93.[9] Quando essa fórmula é reverberada de acordo com a práxis secreta ensinada na O.T.O. ela desperta a Serpente de Fogo na Sacerdotisa e a torna oracular e dotada de siddhi (poder mágico).


Liber Oz. Crowley descreveu Liber Oz, editado pela primeira vez em 1942, como o “novo manifesto da O.T.O.” É uma declaração concisa de seu “programa político externo”, baseado n’O Livro da Lei que Crowley recebeu em comunicação astral com uma Inteligência trans-mundana chamada Aiwaz.

Antes de discutir esta práxis é necessário se compreender que a A\A\ e a O.T.O. são duas Ordens distintas tendo seus próprios métodos de projeção e alcance espiritual, bem como um sistema distinto de iniciação. A A\A\ é a Ordem Maior. Sendo cósmica em extensão e escopo, seu propósito é preparar a humanidade para o próximo estágio de seu progresso, sua iniciação em direção e para dentro da Consciência Solar. A O.T.O. é a Ordem Menor, tendo uma extensão limitada no tempo e uma função restrita a expansão bioquímica e psico-mágica no corpo humano nas zonas de poder trans-cósmicas.

A A\A\ é macrocosmica e lida com o Grande Universo; a O.T.O. é microcosmica e lida com o relacionamento do Mundo Menor do homem com aquele Grande Universo. A A\A\ é um vasto depósito de energia cósmica; a O.T.O. é uma casa de poder ou um dínamo que aproveita aquela energia cósmica em dimensões humanas psico-sexuais.

As iniciais O.T.O., além de sua referência fálica obvia – por forma e disposição – representam os terminais gêmeos[10] entre os quais ascende os raios de Tau (força criativa). Estes dois terminais – OO – possuem o valor qabalístico de 140, o número de kathedra, a sede típica do Deus Set e da Isis transplutoniana;[11] é também o número de NTz,[12] um falcão, símbolo do Deus Horus. A identidade mágica destes terminais é assim qabalisticamente estabelecida. Além do mais, as letras I.S.I.S. também possuem o valor de 140, produzindo a prova adicional da aptidão deste simbolismo e de uma precisão que não pode ser mais atribuída a ‘coincidência’ mais do que outras séries de identidades inelutáveis. O olho esquerdo, o de Set, é a morada da Serpente de Fogo que é incorporada na Mulher Escarlate; o olho direito, o de Horus, é o olho fálico-solar da Besta incorporada no Sacerdote; entre eles ergue-se o Tau, a Árvore-Vontades cujos galhos transmitem os raios destes dois pólos dos Caminhos da Mão Esquerda e Direita.

De acordo com o simbolismo oriental dos cakras, esta trindade constitui o kamakala ou tribindu, a semente tripla do desejo consistindo de Vontade, Conhecimento e AçãoIccha, Jnana e Kriya. A conjunção e o entrecruzamento destes raios causa a circulação da energia que resulta no despertar da Serpente de Fogo na base da espinha. A O.T.O. é assim uma forma de tribindu, expressa no Culto de Thelema pela fórmula LAShTAL. LA (Nuit) é o vazio ou vácuo que gera o vórtice de atração que causa o fogo oculto (Sh) em ascensão como uma Serpente de Fogo (T) – ShT (Set) – para consumir o Deus (AL) completamente; o Deus cujo Templo é o corpo do Sacerdote. LAShTAL é na verdade o nome daquele antigo Deus cujo símbolo foi a Língua de Fogo adorada pelos Guébres ou Adoradores do Fogo da Pérsia. É talvez significante que o espírito que preside especificamente o Culto da Serpente de Fogo tenha sido descrito por Crowley como aparecendo em uma roupagem que “não era Árabe; sugeria a Síria ou Pérsia”.[13] LAShTAL é, então, uma expressão alternativa das forças simbolizadas pelas letras O.T.O., que, aparte de serem as iniciais de Ordo Templi Orientis, ou igualmente apta Ordem Tântrica Ocidental, resume a fórmula da Serpente de Fogo: LA(Não)=O; ShT (Set)=T;[14] AL (Não, ao reverso)=O. Os Adeptos da O.T.O. são, portanto Mestres da fórmula LAShTAL, o nome daquele Deus – Aiwaz – cujo número é 93.

Durante a invocação ritualística da Serpente de Fogo, o iniciado aplica ao corpo da sacerdotisa três instrumentos metálicos na forma de dois discos e um cilindro cerrado por uma pequena barra transversal tendo ambos suas extremidades abertas. Os discos, magnetizados e imantados pelo sacerdote, são aplicados às zonas de poder qoph e muladharacakra da Sacerdotisa, enquanto o cilindro de forma T é usado de maneira que libera os ojas das zonas de poder e energiza a Serpente de Fogo. A sacerdotisa – até aquele momento profundamente encantada – desperta, se tornando oracular e magicamente potente. Este rito do Despertar da Serpente de Fogo fora utilizado nos tempos de Atlântida. A fórmula é tão secreta que poucas são às vezes em que a encontramos de forma impressa. Um livro publicado,[15] entretanto, contém um breve mas não-explanado relato de uma experiência oculta andrógena por Joan Grant, autor de inúmeras novelas que tratam da reencarnação. Sob a luz dos comentários precedidos, o relato não requer comentários:

Ela olhava para baixo naquilo que parecia uma múmia Egípcia em um ataúde ritual. Mas ela ainda se encontrava com vida e seu corpo estava sendo usado como uma espécie de bateria. Havia ocorrido uma grande elevação de sua libido por vários meios, incluindo um ungüento que funcionara como uma poção mágica de alguma feiticeira da Europa [...]. Sua face fora mascarada como a de um defunto; sobre sua genitália se encontrava uma placa de ouro inscrita com o glifo de Sekmet e outros Deuses das Sombras. O clímax do ritual liberou a energia acumulada de tal maneira que ela se encontrava a disposição para projeção do Sacerdote.[16]

Na antiga versão Chinesa desta invocação, a Mulher Escarlate é despertada por reverberações ‘sem som’ de gongos especialmente construídos que emitem as vibrações dos quais operam abaixo do portal da receptividade auditiva normal. O ‘sino astral’ de Blavatsky agiu em um princípio similar, mas por um propósito diferente. Onde os Chineses usavam a vibração infra-liminar, os Egípcios empregavam técnicas de manipulação de magnetização e imantação sexo-soporífica.

O objetivo da O.T.O. é duplo, sendo o primeiro no exterior e o segundo no interior: I. A O.T.O. visa preparar a humanidade para o próximo passo de sua jornada em direção ao despertar de uma Consciência Cósmica. Este fim ela está alcançando produzindo Iniciados que são capazes de despertar e controlar as energias sutis da Serpente de Fogo no corpo humano. Um dos métodos secretos para esta consecução acaba de ser descrito. Pelo seu uso o Adepto alcançará também o estabelecimento sobre a terra da Lei de Thelema.[17] II. Por outro lado, a O.T.O. visa usar as Energias da Serpente de Fogo para estabelecer um portal no espaço através do qual as energias cósmicas e extraterrestres possam adentrar e se manifestar na terra.

As técnicas mágico-sexuais e o Tarot astro-sexual da fórmula LAShTAL elevam a magick a um novo nível. A fórmula da Mulher Escarlate – como um portal par excellence[18] – é o meio do qual através essa magick é alcançada. Após a Serpente de Fogo ser elevada nos cakras básicos da sacerdotisa ela pode ser elevada a qualquer uma das zonas de poder de acordo com o tipo de energia requerida. A impregnação ritual da Mulher então segue e a criança resultante se torna à incorporação da força inicialmente atraída.

A novela de Crowley, Moonchild,[19] contem um relato de um tipo de operação mágica muito antiga designado para dar nascimento a uma inteligência trans-terrestre de origem lunar. Uma fórmula similar pode ser aplicada a qualquer manifestação planetária ou estelar de força.

Em umas das conferências da Sociedade Teosófica em 1894, C.W. Leadbeater fez a seguinte declaração em relação à manifestação terrestre de inteligências não humanas:

[...] As aparências ocasionais de Altos Adeptos de outros planetas de nosso sistema solar ou até mais augustos visitantes longínquos de uma distância ainda maior, não são referidas, de maneira que tais questões não podem ser descritas ou adaptadas ao papel para uma leitura geral; e além disso é praticamente inconcebível, embora naturalmente teoricamente possível, que tais Seres glorificados necessitassem se manifestarem em um plano tão denso como o astral. Se por qualquer razão eles desejassem faze-lo, o corpo apropriado para o plano seria temporariamente criado a partir da matéria pertencente a este planeta [...].

Leadbeater então faz uma declaração que – mesmo partindo de um Teósofo – é fantástica:

[...] existem outras duas grandes evoluções que no presente compartilham o uso deste planeta com a humanidade; mas a respeito delas é proibido dar qualquer declaração neste estagio dos procedimentos, uma vez que não é aparentemente intencionado sob circunstâncias comuns de que elas fossem conscientes da existência do homem ou vice versa. Se de fato alguma vez nós entrarmos em contato com elas seria provavelmente no plano físico pois em qualquer caso a conexão delas com nosso plano astral é muito superficial uma vez que a única possibilidade de sua aparição depende de um acidente improvável em um ato de magia cerimonial, que somente alguns dos mais avançados feiticeiros sabem como faze-lo. Contudo, este acidente improvável aconteceu pelo menos uma vez, e pode acontecer novamente [...].[20]

Nenhum Teósofo com quem eu discuti esta declaração foi capaz de oferecer qualquer pista sobre a natureza desta operação mágica, bem como em relação quando e onde ela ocorreu; nem, ao que sei, qualquer explicação dela, satisfatória ou não, apareceu em trabalhos escritos desde que a conferência fora realizada, embora eu a tenha visto ser citada uma vez.[21]

Em relação as últimas palavras da declaração de Leadbeater, é de meu conhecimento que Aleister Crowley tenha executado esta operação vinte anos após a conferência ter sido realizada na sede da Sociedade Teosófica. A operação envolveu um tipo de magick classificada sob a fórmula LAShTAL, a magnetização da Serpente de Fogo e o uso da Mulher Escarlate como um canal de ingresso para forças extraterrestres.

A cerimônia descrita em Moonchild foi baseada em um antigo Grimório que trata da criação de homúnculos. Este ritual fora incorporado nas Instruções Secretas da O.T.O. para o X° Grau. O Décimo Grau se refere à administração e governo, e foi assumido por Crowley e seus predecessores na Ordem para a aplicação da administração e o governo da própria Ordem. Mas sua aplicação real não é esta, pois governo, no sentido específico do Décimo Grau, se refere não a qualquer administração terrestre mas ao lócus extraterrestre do Poder que se relaciona ao plano dos Seres citados na declaração de Leadbeater: um plano do qual entidades como Aiwaz transmitem sua influência através de canais terrestres altamente receptivos como Crowley.

Em Magick Without Tears, Crowley expressa o seguinte ponto de vista:

Minhas observações sobre o Universo convencem-me que existem Seres de inteligência e poder de uma qualidade muito superior do que qualquer coisa que nós possamos conceber como humano; eles não são necessariamente baseados nas estruturas nervosas e cerebrais que nós conhecemos; a única chance para a humanidade avançar como um todo é fazer com que individualmente cada humano entre em contato com estes Seres.[22]

A protagonista principal em Moonchild é uma personagem chamada Lisa la Giuffria.[23] Esta mulher é preparada magicamente para encarnar a Inteligência lunar que fora invocada pela cerimônia. Mas a rede complexa do ritual circundando la Giuffria é uma veneziana, um mero dispositivo projetado para divergir a atenção do leitor do real foco de influência – a Irmã Cybele.[24] É Cybele quem dá nascimento a Criança da Lua (Moonchild).

Similarmente, a vida de Crowley foi também um grande desvio, um lila mágico projetado para atirar poeira nos olhos de seus contemporâneos, pois a Criança da Lua foi trazida ao nascimento – ‘pois de nenhuma casa esperada’.[25] Ela está entre a humanidade hoje, embora Crowley não estivesse consciente de uma realização bem sucedida do rito. A razão para isso é que ele pode ter estado olhando na direção errada, ou dimensão errada.

O verso 76 do segundo capítulo do AL começa com uma série de números e letras que não faziam sentido para Crowley, embora tenha ele muitas vezes tentado interpretar os mistérios deste verso. Tanto Frater O.P.V. (Mudd) quanto Frater Achad (Jones) passaram uma grande quantia de tempo em uma ingenuidade qabalística tentando solucionar o enigma. Existe neste verso uma pista, uma sugestão, talvez até mesmo um ponteiro na direção correta. A Crowley foi prescrevido “seguir o amor de Nu no brilho estrelado do firmamento”.[26] Contudo, é expressivamente declarado em relação à cifra qabalística em questão que ‘Tu [i.e. Crowley] não saberás; nem deverás tu saber jamais. Virá um para seguir-te: ele deverá esclarecer isto.’[27]

Por muitos anos Crowley imaginou, compreensivelmente, que Frater Achad[28] seria o ‘um’ que desvendaria este enigma. Mas esta profecia não foi realizada. Esta questão recôndita tem sido introduzida aqui meramente para demonstrar quão complexas são as ramificações do Culto da Besta. Hoje, como no tempo de Crowley, mesmo seus mais próximos seguidores não se dão conta da extensão cósmica da mensagem do AL. Pesquisas nos enigmas deste misterioso Livro indicam que este verso (II:76) provavelmente contém uma fórmula relacionada a básicas técnicas psico-mágicas do que qualquer profecia meramente pessoal ou histórica. AL é em todos os tempos, básico e fundamental. Em sua vida ele abrange todos os assuntos vitais relevantes a magick do Novo Aeon; nenhuma palavra é desperdiçada, nenhum espaço designado para qualquer coisa que não é diretamente – mesmo urgentemente – adequado é deixado para trás. O enigma inescrutável do II:76 constitui uma cifra relacionada as zonas de poder específicas da bateria mágica da humanidade: o complexo mente-corpo? Todos os tantras, todos os textos iniciados e esotéricos, incorporam fórmulas somente de significados universais, cósmicos e não históricos. A verdade está além do alcance da personalidade. As séries de números e ‘palavras’ indicam os cakras e os kalas: os cakras relacionando-se as zonas de poder do macho, os kalas as secreções alquímicas ou vibrações vaginais da fêmea. Os números não são cifras qabalísticas mas referências astro-químicas; as ‘palavras’ se relacionam as secreções biológicas referidas no AL como o ‘amor de Nu no brilho estrelado do firmamento’.

O valor qabalístico de Nu é 56, a chave mágica para a produção dos kalas, pois 5 e 6 são as essências masculinas e femininas formando os onze raios da Estrela de Prata. É válido notar que 76, o número do verso em questão, é o número de ChNIVN, um ‘segredo’ ou ‘local secreto para se esconder’; também KHNA, um ‘sacerdote’; KVN, ‘erigir’ ou ‘criar’ (KVN é também o nome de pudentum). Estes conceitos apontam inequivocamente para a natureza sexual secreta, oculta e sagrada da fórmula. A injunção para Besta ‘seguir o amor de Nu no brilho estrelado do firmamento; de olhar adiante pelos homens, de dizer-lhes esta alegre palavra’ confirma esta interpretação. A palavra alegre retifica esta confirmação. Seu equivalente numérico é 38 que, multiplicado por 11 (5 e 6), produz 418, a Palavra do Aeon! 38 também é o número de GLH, ‘fazer-se nu’, ‘ser revelado’; ‘manifestação’. Ele indica a maneira primêva de revelar a palavra visível, o Kheru do antigo Egito que denota a ‘verdadeira voz’. Ele é aplicado ao macho quando ele atinge os poderes especiais associados à puberdade.

As cifras secretas do AL envolvem os Mistérios primêvos de maneira que elas têm frustrado as pesquisas em andamento. Parte dos segredos tendo sido perdidos nas brumas dos tempos, a outra parte dos segredos que se referem às energias sutis do complexo corpo-mente ainda estão sob pesquisa intensiva, mas não completamente compreendidas. É um dos objetivos Internos da O.T.O. descobrir uma maneira de se aplicar estas combinações de cifras de maneira que elas produzam as chaves para o intercurso sexual consciente do homem com habitantes de dimensões extraterrestres e cósmicas.

Existe um outro sentido no qual o ‘T’ central das iniciais O.T.O. pode ser interpretado, este sentido tem referencia especial no capítulo III, verso 22 do AL:

Eu sou a finalidade visível de reverência; as outras são secretas; para a Besta & sua Noiva são elas: e para os vencedores do Ordálio X. O que é isto? Tu saberás.

Aplicando o conhecimento deste verso ao glifo O.T.O. nós descobrimos que a cruz – X – ou Tau, é a ‘finalidade visível de reverência’, enquanto os dois ‘Os’, um em cada lado do ‘T’ – aqui chamados de ‘as outras’ – representam a Besta e a Mulher Escarlate, os dois olhos de Ra.[29] O Ordálio X ou o Ordálio Tau é o Ordálio da Cruz ou do cruzamento. O sinal da Cruz foi o primeiro símbolo de Tammuz,[30] e posteriormente o símbolo de Teitan ou Shaitan.

Enquanto Saturno era o nome da cabeça visível, Teitan era o nome da cabeça invisível da besta. Teitan é a forma Caldéia de Shaitan, o próprio nome através do qual Satã tem sido chamado desde os tempos imemoriais pelos adoradores do Demônio do Kurdistão [...].[31]

O Ordálio X, portanto, é o Ordálio no qual o candidato à iniciação realiza nos limites de si mesmo a identificação com Shaitan e Osíris. Isto explica porque nos Mistérios antigos Osíris era conhecido como um Deus Negro. Set ou Shaitan significa ‘negro’ ou ‘queimado’. Este Ordálio fora mantido em segredo por causa da natureza sexual do cruzamento, que fora desempenhado entre a Besta e a Mulher Escarlate. Eles foram tipificados – neste Ordálio – por uma besta real em congresso com uma mulher. Um exemplo deste rito ocorrera no antigo Egito no Templo de Het Baint no Nomo[32] Mendesiano do Deus Bode. O propósito deste cruzamento era produzir um ser não humano com poderes e inteligência supranormais.[33] Nos Mistérios, a cor negra é sinônima de morte, representada por Osíris e pelo sexo, tipificada pelo lascivo Khem (com o Tau ereto). Crowley se esforçou para produzir este rito na Abadia de Thelema em 1921 quando ele ‘ofereceu o corpo de BABALON[34] a Virgem do Bode, mas ele recusou-a’.[35]

O bode é o símbolo da reificação e, portanto, por inferência, da Mulher Escarlate cujo número mítico – sete – quando multiplicado por 11 (o número da magick), se torna 77 ou Oz, que significa ‘bode’, sendo ‘O Septenário Sublime e Supremo em sua manifestação mágica amadurecida através da matéria: como está escrito: um Bode também’.[36]

Uma inversão curiosa dos papeis da Besta e da Mulher ocorreu durante o curso da iniciação de Crowley no Grau de Magus, 9°=2[37] A\A\. Ele se encontrava em Nova Iorque nesta época e sua iniciação estava ocorrendo por várias semanas. O clímax da iniciação revelava o fato dele ter conúbio com várias mulheres que desempenhavam o papel de ‘oficiantes’ incumbidas pelos Chefes Secretos com a tarefa de capacitá-lo a transcender os ordálios necessários para sua consecução final como um Magus plenamente realizado.

Em suas Confissões ele escreve:

Um ponto mais alem [com relação a esta iniciação] deve ser mencionado, embora soe tão fantástico para mim mesmo que mal posso esconder minha felicidade. Nas antigas cerimônias de iniciação no antigo Egito o candidato à iniciação era guiado em sua jornada por sacerdotes que usavam máscaras de vários animais, sendo o caráter de cada uma servindo para mostrar a função daquele que a usava. Por estranho que pareça eu me vi descobrindo uma semelhança física quase estupenda de diversos animais simbólicos naqueles indivíduos cuja influência sobre mim naquele período foi suprema.[38]

Havia a Gata, Jane Foster; a Coruja, Gerde Von Kothek; a Macaca, Ratan Devi;[39] a Serpente Apófis, Helen Hollis, e o Escorpião ou Dragão, Ollun, Marie Röhling neé Lavroff. Sobre a Gata e a Serpente Crowley escreveu:

A Gata era idealmente bonita além de meu mais querido sonho e seu discurso era cheio de espiritualidade. A Serpente brilhava com o ardor da luxúria, mas ela se encontrava cansada pelo desapontamento do desejo insaciável [...]. Uma corrente magnética foi instantaneamente estabelecida entre nós três. Na Gata eu via meu ideal encarnado, e naquele primeiro jantar nós nos demos um ao outro através daquela linguagem de irmãos cuja eloqüência escapava de convidados presentes. Isso ocorrera de maneira tão enfática porque estávamos conscientes de que a Serpente cercava-me com as espirais de sua inteligência maligna.[40]

A Gata fora destinada ser a ‘mãe’ de Frater Achad, o ‘filho mágico’ de Crowley que, em 1917 descobriu na palavra AL, 31, a chave d’O Livro da Lei. Crowley descreveu Helen Hollis (a Serpente), quem ele estava para propor casamento, insatisfatória, cinco ou seis anos mais tarde, como uma ‘atriz ambulante’.
Ele continua descrevendo seu relacionamento com as ‘animais oficiantes’:

No começo do oitavo dia [da iniciação] apareceram a Macaca e a Coruja. Uma vez mais eu me confrontei com a necessidade de escolha entre dois ideais. A Macaca possuía toda a paixão insensata, volubilidade e vaidade dos primatas menos evoluídos. Ela era uma grande artista e uma grande amante; contudo, em cada uma de suas funções ela revelava a mais extrema futilidade. A Coruja, por outro lado, era incapaz de sublimidade e ao mesmo tempo era livre de afetação ou fingimento. Ela era tão agradável e sensata quanto a Macaca era excruciante e absurda.[41]

Através do Dragão ou Escorpião, que era conhecido também como Olun,[42] Crowley manteve tráfego com uma Inteligência Extraterrestre chamada Amalantrah da qual ele recebeu instruções mágicas que o capacitaram finalmente a atingir o Grau de Magus.[43]

Outras oficiantes mágicas, também com afinidades bestiais, eram Catherine Ann Miller, que representava Anúbis, uma garota Holandesa da Pensilvânia que Crowley dizia ser ‘a única pessoa de sua família sem problemas com insanidade’;[44] e ‘uma quase artista de ascendência Alemã’ chamada Roddie Minor que usava a máscara mágica do Camelo, nome pelo qual Crowley lhe chamava; ‘ela era fisicamente um animal magnífico’.[45] E por último, mas nem por isso menos importante, Leah Hirsig, o Macaco de Thoth, que ajudara Crowley na consecução de sua Suprema Iniciação, a de Ipsissimus, 10°=1 A\A\.[46]

Com estas mulheres Crowley praticou um tipo de magick sexual apropriada a natureza do animal que cada uma representava; p.e. com Ann Miller, o Cão, ele utilizou o modo característico de coito daquele animal.[47] Não é sempre fácil determinar a fórmula usada porque Crowley não deixou registros detalhados e completos destas Operações, embora muitas delas sejam descritas em detalhes em seus diários mágicos.

No simbolismo do esoterismo zôo-sexual, O Gato denota o uso da corrente lunar durante o fluxo catamenial, assim como ocorre com a Coruja – a ‘mensageira dos feiticeiros’ – nos primêvos cultos Africanos. A Serpente, com sua cabeça achatada e língua tremulante sugere sexo oral e as ‘mais elevadas formas de cuni-líncuos’. O Macaco é um glifo da manustupração; enquanto o Dragão ou o Escorpião preside a genitália feminina, denotando assim o coito comum.

Crowley possuía um yen particular para o tipo de atividade conectada ao Escorpião. Ele diz em seu Diário Mágico em 13 de Março de 1924:

Falando de meu amor pela putrefação. Esta é a raiz de meu amor pelas prostitutas mais baixas, negras, Olya do nariz quebrado e por aí vai – até a Décima Impureza, o esqueleto Leah!

Olya aparece em uma novela de Crowley, O Diário de um Fanático por Drogas.[48] Leah é Leah Hirsig, a Mulher Escarlate que realizou um papel proeminente na maior iniciação de Crowley em Cefalù. Ele a compara com a Meditação Budista sobre o esqueleto de um defunto,[49] do qual pode-se compreender que a necrofilia também desempenhava um papel importante neste ‘amor pela putrefação’.

Será observado, comparando as zonas de poder descritas nos Capítulos 1 e 2, que elas situam-se nos símbolos zôo-sexuais, p.e. o Cão para a zona anal, o Escorpião para vagina ou pênis (de acordo com o sexo do operador), o Macaco para as mãos, a Serpente para língua (ou a zona da ‘palavra’), e a Coruja para o ajnacakra, o ‘vidente da noite’.[50] Todas estas variações, sozinhas ou combinadas em uma Operação foram usadas por Crowley para despertar a Serpente de Fogo no corpo da Mulher Escarlate.

A Estrela-Cão ou a Estrela de Set resume a fórmula do Cão, Chacal ou a Raposa do deserto.[51] O Cão como um glifo para um tipo particular de operação sexual possuía um valor mais que simbólico, pois ele comporta não somente o coito anal, mas também o congresso sexual revertido, uma peculiaridade anatômica rara na Europa e no Brasil, mas não tão rara nas mulheres Africanas e orientais.[52]

É evidente, pelos registros de Crowley, que ele utilizou a fórmula do Cão no sentido literal. Em Aleister Crowley and the Hidden God[53] eu mostrei que o ‘vaso impronunciável’ se referia – em utilização arcaica – não ao anus, mas ao vaso do vinho negro ou tinto que é de origem lunar e a base do vinum sabbati.

Existe um refinamento mais profundo desta fórmula, e ela fora mencionado acima. A peculiaridade em questão é um dos sinais mágicos ou indicações que a mulher que o carrega é particularmente adequada para ser uma Sacerdotisa ou Mulher Escarlate. Este fato era conhecido pelos Adeptos medievais dos Cultos das Bruxas. A assim chamada ‘marca da bruxa’, fora um eco ilusório de uma tradição significativa em tempos antigos. Alem do mais, os ‘espíritos familiares’ que se manifestavam em formas bestiais eram de origem similar. Isto fora comprovado pelo simbolismo Sabático do ‘Caminho Retrógrado’ ou o caminho do Cão Negro. É possível que Ann Miller houvesse sido consagrada a serviço desta magick precisamente desta maneira.

No caso da iniciação de Crowley no Grau de Magus, a inversão da fórmula da Besta e da Mulher Escarlate ocorreu de maneira total. As oficiantes zôo-típicas eram projeções ou facetas exteriorizadas de atavismos mágicos de Crowley manifestados nas auras psíquicas das mulheres em questão. Em outras palavras, elas agiam como espelhos mágicos de seu mais profundo subconsciente onde eram projetados seus atavismos de uma série inteira de lembranças selvagens. Estes atavismos se manifestavam em várias formas animais, união com a qual – de maneira consoante com a natureza de cada um deles – dissolveram e absorveram os atavismos particulares de si mesmo, assim integrando seus componentes humanos e bestiais. Os Adeptos do antigo Egito usaram esta fórmula, do qual o monumento mais celebrado e duradouro é a Esfinge que combina a Mulher e a Besta em uma única forma.



[1] Argenteum Astrum, A Estrela de Prata. Esta Estrela é idêntica a Estrela-Cão – Sothis. Ela tem onze pontas da mesma maneira que a Árvore da Vida possui onze Sephiroth, cada ponta ou raio sendo um vetor de energia oculta simbolizada pelos onze planetas culminando em Plutão, que é atribuído a Kether e que é o portal para aethyrs (dimensões) transplutonianas, simbolizadas pelo planeta Isis. O ocultista Alemão Eugen Grosche (U 1964) expôs os princípios esotéricos dessa influência trans-cósmica e Kenn eth Grant, através da Loja Nova-Isis se propôs à prática deste sistema. (Veja Aleister Crowley and the Hidden God, Capítulo 10).
[2] Ordo Templi Orientis: A Ordem do Templo do Leste, sendo o Leste o lócus do nascer do Sol, a energia fálico-solar em ressurreição. O ‘leste’ denota qualquer ponto ou direção no espaço selecionado como um portal através do qual energias extraterrestres e cósmicas são invocadas.
[3] Extraído de Líber LII, o Manifesto de Crowley para O.T.O. antes da reformulação da Ordem sob os códices do Novo Aeon.
[4] Para uma breve história da O.T.O., veja Magical Revival (Grant), Capítulo 1. Madras, 1998.
[5] AL III:34.
[6] Liber Oz fora publicado por Crowley em 1942. Ele contém o programa ‘político’ de Thelema.
[7] I.e. qualquer homem que por virtude de sua iniciação nos Mistérios de Thelema tenha se tornado um Adepto no controle e direção da Corrente Ofidiana.
[8] Veja Magick e Aleister Crowley and the Hidden God.
[9] LA (31)=Não (Nuit); ShT (Atus XX & XI respectivamente) Set; AL (31)=Deus (Hadit), sendo a numeração total 93, a cifra de Aiwaz, Thelema e Ágape, e portanto a cifra da fórmula do amor sob vontade.
[10] Representado por OO, os olhos de Set e Horus.
[11] O Capítulo 10 de Aleister Crowley and the Hidden God explica as doutrinas secretas conectadas com esta zona de poder.
[12] NTz é equivalente a NOX, Noite, com qual os Gnósticos equilibraram LVX, Luz. A Noite de Pã está implícita.
[13] Crowley, The Equinox of the Gods.
[14] A letra Caldeia Shin, Sh, é o emblema do Fogo e do Fogo Oculto (ou potencial) no Falo (T, Tau). Estas duas letras, Shin e Tau, 300 e 400=700, o número de ShTh, i.e. Set. É também o número de KPRTh, uma palavra significando ‘coxa’ ou ‘nádegas’ que é atribuída aos Mistérios do ‘Trono do Senhor’. 700 é a expansão completa do número 7 que é o número da Deusa (Vênus) e do Véu de Paroketh, o Véu do Sagrado.
[15] O Portal dos Sonhos por Charles Beatty.
[16] Ibid., p. 54.
[17] Isso é conhecido tecnicamente como o ‘estabelecimento do Reino de Ra-Hoor-Khuit’, que significa o aterrar – ou manifestação na terra – das energias mágico-espirituais representadas pela Tríade Superna da Árvore da Vida: Kether, Chokmah e Binah, via o canal fálico-solar (i.e. Tiphereth-Yesod) do Pilar do Meio (sushumnanadi no sistema oriental).
[18] Babalon, o nome que tipifica a Mulher Escarlate (Cp. Babylon). Significa literalmente ‘O Portal do Sol’, i.e. a energia fálico-solar.
[19] Líber 81. 81 é o número da Bruxaria.
[20] Número 24 das ‘Transações da Loja Inglesa da Sociedade Teosófica’. Traduzido pela Sociedade Teosófica do Brasil.
[21] Ela é parafraseada no livro de Leadbeater, Plano Astral presente no livro O Corpo Astral de Arthur E. Powell, ed. Pensamento, São Paulo.
[22] Itálicos pelo presente autor.
[23] Baseada em Mary d’Este Sturges (Sóror Virakam) com quem Crowley escreveu Livro 4, partes I e II (desde então publicado em Magick). Mary d’Este ou Desti, foi amiga e confidente de Isadora Duncan, que aparece em Moonchild como ‘Lavinia King’.
[24] Baseada em uma Mulher Escarlate de Crowley, Sóror Laylah (Leila Waddell).
[25] AL I:56. Nenhuma ‘casa’ esperada dos céus, i.e. ela não nasceu através dos canais usuais.
[26] AL II:76.
[27] Veja AL I:55-56 – ‘A criança de tuas entranhas, ele deverá avistá-los. Aguarde-a não do Oriente, nem do Ocidente; pois de nenhuma casa esperada chegará esta criança...’ Ainda em AL III:47 – ‘E Abrahadabra. Esta deverá ser sua [i.e. a Besta] criança & isso estranhamente. Não deixe-o ambicionar após isto; pois, por esse meio somente, ele pode sucumbir disto.’
[28] Charles Stansfeld Jones (veja próximo capítulo). Achad significa um ou unidade.
[29] I.e. o Olho de Set e o Olho de Horus.
[30] A forma Assíria de Osíris, o deus dos mortos. Baco ‘o Lamentador’ é seu equivalente Grego e Romano.
[31] Hislop.
[32] Nomarquia, i.e. província do antigo Egito.
[33] Crowley observa em The Vision and the Voice (Líber 418), 16º Aethyr que “todas as mitologias contem o mistério da mulher e a besta no coração do culto. Notavelmente, certas tribos do Terai, ainda nos dias de hoje, enviam as suas mulheres anualmente para selva, e qualquer meio-macaco resultante é adorado nos templos”. Esta tradição tem seus paralelos e lendas clássicas como as de Leda e o Cisne, Parsifal e o Touro, Europa e a Serpente, e na lenda bíblica de Maria e o Pombo.
[34] Babalon, a prostituta da Babilônia cujo número é 156. A ortografia curiosa segue aquela dada no Líber 418. 156 é também o número do Monte Zion e da Cidade das Pirâmides sob a noite de Pã, um título de a Zona de Poder Cósmica Saturnina, Binah.
[35] The Magical Record of the Beast 666, 24 de Maio de 1921.
[36] O Livro das Mentiras (Crowley), Capítulo 77.
[37] Um termo técnico para iniciados neste Grau indicando sua conexão com as zonas de poder cósmico Yesod (9) e Chokmah (2), identificando assim a faculdade da Vontade. Estas duas zonas de poder – 9 e 2 – equivalem respectivamente ao muladharacakra e ao ajnacakra.
[38] Cap. 81.
[39] Alice, a ‘Mulher Cingida’, uma música de Yorkshire. Ela era esposa de Ananda Coomaraswamy, que, junto a Sister Nivedita escreveu Mitos Hindus & Budistas.
[40] Confessions, Capítulo 81.
[41] Ibid.
[42] Olun soma 156, o número da Mulher Escarlate, Babalon.
[43] Veja as Operações de Paris e Amalantrah, Aleister Crowley.
[44] Confessions, Capítulo 78.
[45] Ibid.
[46] A fórmula 10°=1 indica a identidade de Malkuth e Kether, ou, em terminologia oriental, a realização total dos Vazios de ambos, sansara e nirvana, i.e. o mundo fenomenal e objetivo do ‘nome e forma’ e a nominal Realidade por trás ou além dela.
[47] Veja The Magical Recordo of the Beast 666, particularmente a Seção intitulada Rex de Arte Regia.
[48] Esta novela contém um poema poderoso intitulado ‘Sede’, no qual Olya é descrita. Em sua cópia pessoal desta novela, Crowley escreveu a seguinte nota sobre Olya: ‘Uma prostituta – no senso real da palavra – que amei em Moscou em 1913’.
[49] Veja Líber 777, tabela I, coluna xxiii: ‘As Quarenta Meditações Budistas’. Esta meditação é listada entre elas.
[50] I.e. a faculdade da visão oculta, a habilidade para se ‘ver’ o não-visto.
[51] Na China antiga a raposa era um símbolo do Plano Astral – com implicações sexuais – para o súcubo, freqüentemente assumido nesta forma.
[52] Veja Capítulo 4.
[53] Capítulo 7.

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