domingo, 15 de fevereiro de 2015

Gnose Tifoniana em Foco #2




Fernando Liguori



Kenneth Grant descreve a Tradição Tifoniana como «o culto primordial africano no antigo Egito em sua forma Draconiana. Tifon ou Taurt representou a primeira luz nas trevas como o complexo circumpolar das sete estrelas da Ursa Maior que deu seu nome ao Dragão das Profundezas. Suas sete estrelas, ou almas, manifestadas por Seth, seu filho no sul que, como o oitavo, foi a culminação ou o mais exaltado símbolo de sua luz e a primeira deidade masculina adorada.» Em outras palavras, o arquimonstro Tifon, o adversário de Zeus na Mitologia Grega, é identificado com a deusa egípcia Taurt ou Taweret, no grego Θουέρις, Thouéres «fêmea poderosa», descrita por Grant às vezes como a mãe e outras vezes como o aspecto feminino de Seth. Para ele, a adoração de Taurt ou Tifon é a mais antiga forma religiosa conhecida pelo homem, uma religião centrada na adoração das estrelas e nos poderes sagrados da procriação e sexualidade. Portanto, Seth ocupa um lugar de destaque na Tradição Tifoniana, não apenas como a primeira deidade masculina adorada, mas porque ele se transformou no Satã, o adversário do Deus Cristão. Devido a sua natureza antinomiana, Seth tem sido identificado através dos tempos como a incorporação do mal e de forças sinistras. Através de uma análise etimológica, inspirado por Crowley e outros, Grant argumenta que Seth se transformou em Shaitan, o deus adorado pelos Yezidis do deserto e posteriormente no Satã Cristão. Grant sustentava que a Tradição Tifoniana e em particular o deus Seth, representa o aspecto «oculto» ou reprimido da psique, portanto, é de fundamental necessidade explorar este aspecto para alcançar a gnose ou iluminação espiritual.

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