terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Uma apreciação do trabalho de Kenneth Grant

  

Fernando Liguori


Kenneth Grant[1] é o líder da Ordo Templi Orientis Tifoniana e de importantes organizações thelêmicas.[2] Ele é o autor das renomadas Trilogias Tifonianas (1972-2002) que incluem obras primas do ocultismo moderno como O Renascer da Magia,[3] Aleister Crowley & o Deus Oculto,[4] e O Lado Negro do Éden.

Em 1939 Kenneth Grant se envolveu com a literatura crowleiana, havendo assim uma simpatia com os escritos do mago inglês Aleister Crowley. Anos mais tarde Grant e Crowley iniciaram uma série de correspondências, o que o levou a ser iniciado por Crowley na O.T.O. (Ordo Templi Orientis) e em 1946 o Nono Grau desta Ordem Mágica foi-lhe confirmado, ao mesmo tempo que fora iniciado na Argenteum Astrum.

Após a morte de Crowley em 1947, Grant conhecera David Curwen, um eminente, mas pouco conhecido, membro do Soberano Santuário da Gnosis, IX° O.T.O. Ele era conhecido como O Alquimista por fazer profundos estudos do Tantra e da alquimia sexual. Fora este iniciado que apresentou a Grant uma recôndita fórmula tântrica do Vama Marga ou Caminho da Mão Esquerda. Grant já era familiarizado com o misticismo oriental, principalmente àquele conhecido como Advaita Vedanta.[5] De posse deste novo conhecimento, ele pode lançar as bases firmes de seu sistema pessoal de iniciação que, anos mais tarde, seria a pedra angular de sua Loja Nova-Isis.

Em 1948, a esposa de Grant, Steffi,[6] iniciou uma série de correspondências com o despontado ocultista Austin Osman Spare. A partir daí surgiu uma amizade entre os três que duraria oito anos. Kenneth Grant já havia sido apresentado às idéias de Spare por seu livreiro de confiança, Michael Houghton, que lhe presenteou com O Livro do Prazer. Grant, assim como com os escritos de Crowley, ficou entusiasmado com as idéias de Spare. Ambos fundaram, em 1954, o Culto Zos Kia, uma peculiar designação dada à criativa e mágica experiência pessoal de Spare.

Em 1954, Grant fundou a Loja Nova-Isis como uma Célula dependente da O.T.O. A Loja só entraria em funcionamento em 1955 e seus trabalhos foram finalizados em 1962. Em meio a intrigas e ataques por parte de integrantes do ramo americano da Ordem, bem como ataques de ocultistas como Israel Regardie e Gerard Gardner, ele continuou seu trabalho com a firme convicção de que a Loja operava recebendo o influxo cósmico-energético de um planeta transplutoniano chamado Isis. Várias das experiências da Loja podem ser observadas nas Trilogias Tifonianas e em suas novelas do lado sombrio.

Nos anos de operação da Loja Nova-Isis Grant produziu uma série de ensaios e novelas que mais tarde seriam publicadas com o nome de Narrativas do Lado Sombrio. São nestas novelas que muitos dos resultados das operações mágicas realizadas pela Loja foram relatados. Ademais, Grant e sua esposa, Steffi, produziram uma série de monografias que mais tarde passariam a ser conhecidas como Monografias Carfax. O motivo para a produção destas monografias[7] era a elucidação da Sabedoria Oculta do Ocidente de acordo com os cânones preservados por várias Ordens e movimentos esotéricos. Era o início de uma contribuição singela a literatura e à arte thelêmica incorporando a poesia, trabalhos biográficos, fato e ficção.

A União entre o Oriente & o Ocidente

Em 1949, um dos discípulos de Crowley, Gerald J. Yorke (1901-1983), publicou um artigo chamado Hedonismo Tântrico no The Occult Observer no qual apontou determinadas técnicas sexuais utilizadas por yogis tântricos no feitio de um Elixir conhecido nos graus mais elevados da O.T.O.:

Os yogis tântricos que seguem este caminho insistem que o processo físico é envolvido. Pois o sêmen (bindhu) é a forma grosseira da essência sutil conhecida como ojas, que é a Águia Branca dos Alquimistas. O Amrita não está normalmente presente no corpo humano, mas é produzido pela fusão da Águia Branca e Vermelha. Sua produção é essencial para a sublimação do corpo sutil, sem o qual o corpo final da alma, ou união do espírito (atma) com Deus (Atman) é impossível. Dois métodos são empregados para fazer este Elixir: um pelos três oli mudras dos Hatta Yogis, completamente desconhecidos à tradição ocidental; outro [ensinado] no Círculo Kaula dos Bhairavi-Diksha, quando a suvasini dança nua. Esta última técnica é conhecida no ocidente e é o tesouro secreto de uma Ordem Hermética conhecida como O.T.O.[8]

Yorke não tentava sozinho conectar a O.T.O. com os Mistérios do Tantra Hindu. Um ano antes, em 1948, Kenneth Grant publicou o Manifesto do Ramo Inglês da Ordo Templi Orientis no qual ele anunciava, entre outras coisas, que a Ordem promulgava as técnicas essenciais do Tantra-Shakta ensinadas nos Shastras do Sul da Índia:

Na O.T.O. são promulgadas as técnicas essenciais da Tradição Tifoniana do Antigo Egito; as técnicas do Tantra-Shakta dos Shastras Hindus; as técnicas da Gnosis pré-Cristã; a Tradição Esotérica Ocidental conforme contida na Santa Qabalah; e a Fórmula Alquímica Mágica e Mística das Escolas Arcanas do passado, assim como a arte do emprego prático dos princípios essenciais da Ciência Arcana, dos Mistérios Órficos e a utilização da Corrente Ofidiana.[9]

Kenneth Grant encontrou-se com Crowley pela primeira vez em 10 de dezembro de 1944. Grant logo se tornara o secretário de Crowley, bem como um membro da O.T.O. Um ano após a morte de Crowley ele fora reconhecido formalmente por Karl J. Germer (1885-1962) como um membro do Soberano Santuário da Gnosis, IXº O.T.O. Germer que havia sucedido Crowley como O.H.O. da Ordem, emitiu em favor de Grant uma carta patente em 5 de março de 1951 para que ele pudesse abrir um Acampamento da Ordem e assim iniciar os trabalhos da O.T.O. em Londres. Como a Loja Nova-Isis era o único corpo patenteado da O.T.O. em Londres naquela época, Grant interpretou a carta como uma injunção a ele se tornar o Lider da Ordem na Inglaterra,[10] embora a Loja Nova-Isis somente viesse a operar efetivamente em 1955.[11] Em 20 de junho de 1955 Germer revogou formalmente a carta patente e expeliu Grant da O.T.O. por conta de um manifesto emitido por Grant no mesmo ano, chamado Manifesto da Loja Nova-Isis.[12]

No manifesto em questão, um panfleto de oito páginas com o Selo da O.T.O. no frontispício intitulado Manifesto da Loja Nova-Isis, Grant era identificado por seu mote mágico, Frater Aossic-Aiwass, IX° O.T.O. Ele também era identificado no mesmo manifesto como o I.H.O.[13] da Loja Nova-Isis e do Ramo Inglês da O.T.O., utilizando o mote de Mestre Nodens, Xº O.T.O. para esta função. Grant deu pouca atenção a carta de expulsão promulgada por Germer e continuou a operar a Loja Nova-Isis até 1962 alegando ter recebido, nos planos internos, os poderes necessários para o exercício desta função.[14] Foi durante este período que ele se dedicou mais ao estudo da filosofia e religião hindu, mais precisamente entre 1953 a 1961, período em que ele escreveu seus inúmeros artigos sobre o Advaita Vedanta para periódicos orientais como o The Call Divine, publicado em Bombai.[15] Ao se aprofundar nestes estudos, Grant se tornou um grande admirador de Bhagavan Sri Ramana Maharshi (1879-1950), conhecido como O Sábio de Arunachala.[16]

Grant se tornaria posteriormente um instrumento do renascer mágico de Aleister Crowley. Junto ao executor literário de Crowley, John Symonds, Grant editou, publicou e anotou inúmeras obras de Crowley como As Confissões de Aleister Crowley (1969), O Diário Mágico da Besta 666 (1972), Diário de um Fanático por Drogas (1972), A Criança da Lua (1972), Magick (1973), Os Comentários Mágicos & Filosóficos d’O Livro da Lei (1974), Escritos Astrológicos Completos (1974) e No Coração do Mestre (1973). Foi neste período que Grant deu início a publicação de suas Trilogias Tifonianas, sendo o primeiro livro chamado de O Renascer da Magia (1972), e o último, trinta anos mais tarde, O Nono Arco (2002). Um evento acompanhou estas publicações da década de 70, mais precisamente, 1973: o anúncio oficial, por parte de Grant, de que ele era o O.H.O. da O.T.O. Tifoniana. O sistema de Graus da Ordem era o mesmo utilizado na O.T.O. de Crowley, salvo a diferença de que Grant descartou os rituais de iniciação alegando que, em seu sistema, os Graus da O.T.O. eram conferidos sobre a base do desenvolvimento pessoal de cada um de seus membros. Na época, o desenvolvimento de cada membro era avaliado pelo próprio Grant, e era esperado que estes enviassem a ele as anotações de seus diários mágicos sobre práticas regulares e constantes. Como no sistema de Crowley, a magick-sexual foi confinada aos Graus do Soberano Santuário da Gnosis, sendo eles o VIIIº, IX° & XI° O.T.O.; entretanto, a fórmula mágica de determinados Graus, bem como sua interpretação iniciática, foi modificada.

Por sua própria iniciativa, Grant escreveu entre 1944-1945 um número considerável de papéis acerca da natureza da magick-sexual sob sugestões e orientações de Crowley. Ele estava aparentemente interessado em admitir Grant no IX° O.T.O. Posteriormente esta iniciação foi completada com as secretas instruções e comentários tântricos lhe entregue por David Curwen, quem havia sido iniciado no IX° em 1945. Estudando as instruções recebidas, Grant veio a concluir que o entendimento de Crowley sobre a Tradição Tântrica era limitado, se não, errado. De acordo com Grant, estes mesmos comentários e instruções foram entregues a Crowley por Curwen em 1945. Grant descreve estas instruções como O Comentário Anandalahari.[17] Curwen parece ter influenciado Grant de forma duradoura, e foi através deste iniciado que Grant clamou ter recebido a completa iniciação na altamente recôndita fórmula tântrica do vama marga, i.e. Caminho da Mão Esquerda.[18] Após a morte de Crowley, Grant não mediu esforços em reorganizar a fórmula de magick-sexual da O.T.O. ao longo daquilo que ele considerava ser os princípios tântricos, ao mesmo tempo que reconstituiu e reorganizou todo o sistema da Ordem. A reorganização consistia, basicamente, em fundir o sistema da O.T.O. com o sistema de outra Ordem de Crowley, a A.’. A.’.; entretanto, de acordo com Grant,[19] isso não deu certo, e ele teve de arranjar novos meios de se trabalhar com o sistema operacional da Loja Nova-Isis.

A Loja Nova-Isis da O.T.O. em Londres foi efetivamente fundada por Grant em 1955 e operou até 1962, e fora nesta Loja – talvez mais do que em qualquer outra Loja da Ordem – que o Tantra esteve conectado com a magick-sexual da O.T.O. de forma sistemática.[20] Os experimentos mágico-espirituais ocorridos nos sete anos de duração da Loja Nova-Isis influenciaram todo o trabalho de Grant, que devotou não menos de trinta anos para expô-los em suas Trilogias Tifonianas. Durante os anos de operação da Loja dois grimórios foram recebidos como resultados de Rituais Mágicos realizados por Grant e os membros da O.T.O.Inglesa: A Sabedoria de S’lba,[21] e O Livro da Aranha, mais comumente chamado de Líber 29 ou OKBISh.[22] Grant interpretou certas passagens d’O Livro da Aranha relacionadas a David Curwen, quem teve papel fundamental em sua iniciação. Do contato com Cuewen, conhecido na Ordem como Frater Ani Abthilal, IX° O.T.O., Grant foi capaz de formular um sistema tântrico para O.T.O., ralinhando-a com os sistemas shaktas do Sul da Índia. Seu sistema foi particularmente publicado em duas obras: Aleister Crowley & o Deus Oculto (1973) e Culto das Sombras (1975).[23] No sistema de Grant, assim como o de Crowley, o Oitavo Grau está conectado a magick auto-erótica; o Nono Grau está conectado a magick-sexual heterossexual; o Undécimo Grau no sistema de Grant contrasta em muito com o sistema de Crowley: neste Grau a sexualidade não está ligada a sodomia homossexual, ma sim a união heterossexual enquanto a Mulher Escarlate se encontra eclipsada.[24] De acordo com Grant, Crowley não estava familiarizado com a importância das emanações psico-fisiológicas da sacerdotisa, as quais são denominadas de kalas. Ele descreve os kalas como emanações ou vibrações vaginais emitidas pela suvasini tântrica. Existem 16 kalas diferentes que formam a base do processo. Estes kalas, unidos a secreções sexuais masculinas, formam o Elixir mencionado no início deste artigo. Estes kalas são referidos nos Tantras especificamente como vibrações vaginais produzidas pela suvasini durante intensificação ritual dos ritos Kaula. Como mencionado, Grant desvinculou a sodomia homossexual do Undécimo Grau, optando por realinhar este Grau com os Mistérios Tântricos. Efetivamente, a Mulher Escarlate se encontra eclipsada, menstruada, estando assim conectada aos vinte e oito dias do ciclo lunar:

O sol e a lua são a base destas 16 emanações. No organismo humano eles são o macho e a fêmea. Sua energização e polarização produzem os kalas que fluem da genitália feminina em estágios específicos de dupla lunação que constituem o ciclo de 28 dias do mês lunar.[25]

A importância dos Mistérios Tântricos e da formulação dos kalas no sistema de Grant de magick-sexual deu um novo ímpeto a formulação mágica dos trabalhos espirituais da O.T.O. Para difundir o seu sistema ele formulou suas Trilogias Tifonianas, as quais possuem o objetivo de apresentar a ciência arcana dos kalas nos termos da Tradição de Mistérios Ocidentais.[26] Com isso, o desenvolvimento da magick-sexual da O.T.O. Tifoniana, como expressada nos trabalhos de Grant, preenche os arcanos mencionados na publicação de 1912 da O.T.O., o Jubilaeums-Ausgabe Der Oriflamme, que, entre outras coisas, alinhava a origem da Ordem com os Mistérios Orientais. As afirmações do Jubilaeums-Ausgabe Der Oriflamme não são espúrias no sentido em que agora, quase um século depois, Kenneth Grant e suas obras tornaram reais as instruções secretas da Ordem, realinhando efetivamente a prática de magick-sexual da O.T.O. com os Mistérios Tântricos. Grant é um exemplo vivo de um iniciado no Soberanto Santuário da Gnosis e um Adepto Tântrico.



[1] Nascido em 1924.
[2] Kennet Grant é o líder espiritual de inúmeros grupos thelêmicos e movimentos que difundem suas idéias. A O.T.O. Tifoniana é reconhecida por abraçar várias organizações fundadas por seus membros. “Qualquer ordem esotérica pode se filiar a O.T.O., basta que seus representantes se afiliem a O.T.O. da forma convencional, realizando o diário de Probacionista de nove meses.” Michael Staley em correspondência privada em 03 de março de 2003.
[3] Madras editora, 1999.
[4] Sendo este periodicamente colocado a disposição em português no e-grupo Shaitan-Aiwass. Tradução de Fernando Liguori. (http://br.groups.yahoo.com/group/Shaitan-Aiwass/)
[5] O Sistema filosófico Advaita Vedanta – ou o Vedanta da Não Dualidade – ganhou especial expressão com a linhagem iniciada por Sankaracharya, que teria aparentemente vivido entre os Séculos VII e VIII da Era Cristã. Como principais pressupostos da corrente mais tradicional deste sistema, o homem está aprisionado no Ciclo das Reencarnações (Samsara), a qual consiste em sofrimento, e a libertação (moksha) desse mesmo sofrimento. A razão para o aprisionamento do homem é a ignorância (Avidya) da sua verdadeira natureza; a libertação assenta-se na eliminação da ignorância, o que é efetuado através do conhecimento (Jnana) da natureza mais interna do homem, que é Atman. Grant tem escrito inúmeros artigos sobre esta doutrina desde a década de 50, os quais foram publicados em vários periódicos da Índia. Veja Aos Pés do Guru (Grant), Starfire, 2006, onde vários destes artigos aparecem.
[6] Casados desde 1946.
[7] De 1959 a 1963.
[8] Tantric Hedonism, Gerald Yorke. The Occult Observer 3, 1949. Págs. 178-179.
[9] Manifesto do Ramo Inglês da Ordo Templi Orientis, Londres, 1948. O manifesto não está datado, “mas Grant confirmou que este manifesto circulou por volta de 1948, após ele ter sido confirmado no IX° por Karl J. Germer.” Michael Staley em carta privada em 5 de abril de 2003.
[10] Kenneth Grant a Austin Osman Spare, 18 de abril de 1958. Veja Kenneth e Steffi Grant, Zos Speaks! Encounters with Austin Osman Spare. Londres, 1998, pág. 78.
[11] Idem, pág. 92.
[12] Germer a Grant, 20 de junho de 1955.
[13] Cabeça Interna da Ordem.
[14] Kenneth Grant a Bill Heidrick, 28 de janeiro de 1984.
[15] Estes artigos foram publicados no seu Aos Pés do Guru, 2006.
[16] Veja o artigo Atma Vichara de Sri Ramana Maharshi, por Fernando Liguori.
[17] Grant, Beyond the Mauve Zone, pág. 101.
[18] Grant, Remembering Aleister Crowley, pág. 49. Kenneth Grant dedicou este livro a David Curwen.
[19] Kenneth Grant a Henrik Bogdan, 24 de agosto de 2004.
[20] Para maiores informações veja o Manifesto da Loja Nova-Isis O.T.O., Londres, 1955. Veja também A Pirâmide de Poder por Steffi Grant para uma noção do sistema de Graus da Loja em Hecate’s Fountain, Grant, 1992. A Pirâmide de Poder foi originalmente pintada em A Chave da Pirâmide, Londres, 1952, edição privada por Kenneth Grant, três anos da formação da Loja.
[21] Kenneth Grant, Outer Gateways. Londres, Skoob Books, 1994. Págs. 166-81.
[22] Kenneth Grant, The Ninth Arch. Londres, Starfire, 2002. Págs. 1-49.
[23] Efetivamente já traduzidos para o português por Fernando Liguori. Veja nota n. 4.
[24] No sistema de Grant não existe a sodomia homossexual. Grant realinhou o sistema sexual da O.T.O. com o Tantra, não sendo assim possível haver qualquer prática de natureza corrupta.  O sexo anal está conectado aos mistérios do Nono Grau, e ele é referido como IX°(-). Sobre a natureza do XI° O.T.O. Grant diz: “A O.T.O. Tifoniana é um efetivo canal de comunicação e transmissão de forças ‘Transplutonianas’ através de Portais Dimensionais. Estes Portais são criados através de Operações ‘Alquímicas psico-físicas’ específicas que envolvem as essências ou os elixires do organismo humano. Sua fórmula é aquela do XI° que envolve os Kalas. Nosso sistema se baseia no intercurso durante a menstruação e é considerado o reverso do IX°, isto é, uma existência à parte do mesmo ciclo. A verdadeira fórmula Tifoniana do XI° envolve especificamente os Kalas inteiramente ausentes do organismo masculino.” Para maiores detalhes veja os seguintes livros de Grant: Aleister Crowley & o Deus Oculto, Capítulo 7 e O Lado Sombrio do Éden, Parte II, Capítulo 9.
[25] Kenneth Grant, Outside the Circles of Time. Londres, Frederick Muller,1980. Pág. 26. Deve ser notado que Crowley fez inúmeros experimentos com este Elixir composto das secreções masculinas e femininas. Quando suas sacerdotisas se encontravam menstruadas ele comumente chamava o Elixir de Elixir Rubaeus, i.e. elixir vermelho. Este tipo de magick era uma variante do Nono Grau O.T.O.
[26] Kenneth Grant, Nightside of Eden. Londres, Frederick Muller, 1977. Pág. 135.

Um comentário:

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