segunda-feira, 2 de março de 2015

Projeto LAMA-ALIL



O Andarilho do Nada no Silêncio


Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei.


O Projeto LAMA-ALIL foi fundado por membros da Loja Shaitan-Aiwass que já vêm obtendo resultados positivos com o Culto de Lam. Originalmente, Kenneth Grant, sistematizador do culto, desaconselhou o trabalho em grupo. Isso foi na década de 80. Depois disso uma Célula específica no trabalho com Lam foi fundada na Inglaterra com os primeiros experimentos em grupo. Ela ainda está em funcionamento e chama-se Loja Lamal.

No Brasil as experiências com o Culto de Lam começaram também na década de 80. Após a afiliação da Sociedade Novo Aeon a Ordem Tifoniana de Kenneth Grant, Euclydes Lacerda de Almeida começou a publicar os primeiros resultados de suas experiências particulares. Após a completa desvinculação da SNAe da Ordem Tifoniana nos anos 90, Lacerda e seu maior discípulo, Tarcísio O. Araújo continuaram trabalhando com o Culto de Lam, primeiro na O.T.O. Brasileira e depois na Ordem dos Cavaleiros de Thelema «O.C.T.». Eu dei continuidade ao trabalho destes dois iniciados, primeiro na Ordo Draco-Thelemae[1] e agora na Loja Shaitan-Aiwass.

O Projeto LAMA-ALIL vem apresentar o Culto de Lam para todos aqueles que querem integrar um grupo de pessoas desejosas por fazer um trabalho sério, evolutivo, dentro da Corrente 93. No presente, esta corrente vibra em consonância com o Aeon sem Palavra ou Aeon de Zain, o Aeon dos gêmeos Horus-Seth, astronomicamente denominado Aquarius-Leo. Aqueles que desejam integrar este grupo para canalizar as radiações que emanam de uma região em que a mente humana não pode conceber, a qual identificamos pelo nome de Zona-Malva, estão convidados a participar. Nós trabalhamos em silêncio. Essa é a fórmula da Corrente Asat ou Seth, a Corrente Não-Ser. Está é a fórmula do Aeon Oculto que subjaz todos os aeons.

Como este projeto está aberto a qualquer pessoa predisposta fora da Loja Shaitan-Aiwass, algumas palavras acerca da Tradição Tifoniana são necessárias. Aleister Crowley em seu livro Magick Without Tears, disse: «Minha observação do Universo convenceu-me de que há seres de inteligência e poder de uma qualidade muito superior do que qualquer coisa que podemos conceber como o humano; eles não estão necessariamente baseados nas estruturas cerebrais e nervosas que nós conhecemos, e [acredito] somente que a única chance para a humanidade avançar como um todo é fazer com que cada indivíduo faça contato com tais Seres.»

O âmago da Tradição Tifoniana pode ser definido – se é que podemos definir uma tradição gigantesca com inúmeros aspectos e manifestações – como o contato com forças «externas», sejam elas consideradas dos confins do espaço além da Terra ou as varreduras da consciência além da humana. A consciência é um continuum que abarca tudo, de alcance muito mais amplo e profundo que a consciência humana, relativamente superficial e transitória. A Tradição Tifoniana está interessada no encontro e exploração dessas profundezas da consciência. Neste continuum, as entidades são consideradas «agregações transitórias» que não possuem existências separadas, duradouras, pois elas são como ondas – agregações transitórias dentro de um corpo de água. Inspiração e criatividade têm suas origens aqui, no que alguns têm chamado de «inconsciente coletivo» e que pode ser considerado a «imaginação cósmica». Mas estas inteligências são como agregações maiores, mais refinadas ou mais altas de consciência. Por outro lado, acreditamos que inteligências praeter-humanas se comunicam conosco através de máscaras como Lam. De qualquer maneira, essas inteligências não são, provavelmente, visitantes de uma galáxia distante anos-luz, mas intrusões em nossa consciência de outras dimensões de consciência, e nós interpretamos essas intrusões como forças externas cuja a consciência está além da humana.

Lam é o atual Dikpala ou Guardião do Espaço. Ele é um portal cujos eflúvios estão se precipitando no ambiente astral da Terra e nosso país, por ser rico em complexos energéticos espalhados por todo território – mas principalmente na região do Planalto Central – é um foco abundante de energia concentrada de forças transmundanas. Sensitivos, artistas e hermetistas estão agora em contato direto com essas forças, refletindo através de seus corpos de luz as emanações transplutonianas de níveis de consciência fora ou além do Portal do Abismo Estelar.

Na descrição de Lam em Liber 71, Crowley diz: «Lam é a palavra tibetana para Caminho ou Vereda, e Lama é Aquele que Caminha, o título específico dos Deuses do Egito, O Que Trilha o Caminho, na fraseologia budista. Seu valor numérico é 71, o número deste livro». Aqui Crowley fez um trocadilho com as palavras Way & Path. Quando juntas formam Pathway ou Senda. Para nós Lamanautas, que usamos a tecnologia do Culto de Lam, todo aquele que trilha a Senda é um Andarilho.[2] 71 é o número de ALIL, «a imagem do Nada e do Silêncio». LAMA-ALIL é a fórmula do Andarílio que no silêncio, caminha no Nada, o Não.

Após as operações da Loja Nova-Isis, que funcionou como uma zona de poder oculta entre os anos de 1955-62, um novo pulsar na corrente evolutiva ocorreu, a partir do qual a corrente mágica começou a fluir por meios de longos túneis ocultos na consciência humana. Após a abertura desta fissura astral, inúmeras células ou zonas de poder entraram em operação com a finalidade de se estabelecer tráfego com entidades suprainteligentes e explorar mundos e dimensões além da consciência humana. Para obter acesso as essas dimensões do além, seja o além dos confins extraterrenos ou além do vasto campo da consciência intraterrena, o Lamanauta precisa de um portal. Na Tradição Oculta este Portal é conhecido como Lam e sua Fórmula Mágica é o Silêncio.

Kenneth Grant observa em Beyond the Mauve Zone e Outer Gateways que Lam é a identidade oculta de uma entidade extraterrestre que liderou a invasão na terra provinda de Sirius 12,000 anos atrás. Se estabeleceu no Platô de Lêng no Sudoeste da China, nas fronteiras do Tibet e penetrou na Terra do Dragão «Butão» onde estabeleceu seu Culto. Seus descendentes se tornaram na era Budista nos Dropas ou Dzopas «Drukpas, Drugpas», àqueles que seguiam o «Caminho» – i.e. Lam – do Dragão cujos eflúvios espirituais eram provindos da estrela Gamma Draconis. Nós insistimos na identidade entre Lam e Aiwass. Lam sendo o avātar de Aiwass em nosso plano de manifestação.

A interação com Lam permite que cada Lamanauta percorra mundos e sistemas em níveis de consciência pouco usuais até mesmo para praticantes avançados. Uma técnica simples para esta conexão é o ato de fundir a consciência com uma capsula oval que pode ser tanto estelar, intraterrena ou ctoniana. Nesta capsula o Lamanauta pode fazer suas primeiras incursões no espaço infinito do universo ou o corpo e morada da Deusa Aranha, OKBISh.

Neste sentido Lam é a fusão do eterno continuum e o todo momentuum em que cada instante é gerado por miríades de teias e redes que perscrutam o espaço infinito fora dos círculos do tempo. No entanto, se a mente estiver constipada o Portal não se abre, universos não são acessados. No que concerne ao Culto de Lam, qualquer tipo de prática realizada sem a efetiva purificação da mente pode comprometer todo o processo através de incidentes diversos. Kenneth Grant chama estes incidentes de tantra tangencial, mas não devemos deixar de lado a possibilidade do fracasso total da experiência mágica pela falta do unidirecionamento da Corrente de Consciência ou Verdadeira Vontade. Por esta falta de direcionamento da Corrente de Consciência hoje testemunhamos dissidências holocausticas das Fraternidades Ocultas e os acidentes associados à quebra da corrente ou egrégora. Cada ação gera, obviamente, uma reação; o grande perigo está no fato de que ação e reação existem apenas no saṃsāra ou dualidade, dificultando assim o trafego com aquelas inteligências transmundanas. Entre as Torres de Observação de Maat a dualidade é dissipada por uma enorme força centrípeta chamada Morte ou Daath.

Lam requer profundos níveis de consciência, onde a mente não é estabelecida por leis, padrões ou dogmas, mas é absorvida pelas terríveis forças do Caos. A Unidade mesma não é um fim, mas o meio para se chegar ao Zero ou Vazio. As polaridades não são mais sustentadas por Maat e nem a Unidade é representada como Hórus, a Força de Coesão, mas sim Seth, o Incognoscível que está além do desconhecido, aquele Vazio primordial que nem mesmo o Zero pode tipificar. O Silêncio primevo daquelas regiões proibidas para muitos e tão zelosamente ocultadas pelos poucos, estão escondidas pela magia do Deuses Antigos por nevoeiros e gelo que se estendem além de Yuggoth[3] e muitos se perdem naqueles pântanos de Yog-Sothoth[4] ou no demente deserto de zumbis chamado Lêng.[5]

Para cada incursão é requerida uma capsula que possa proteger o Lamanauta de habitantes ou forças antagônicas a sua presença nas distantes regiões do espaço. A capsula deve ser revestida de Silêncio, cujo comando está naquele poder oculto que gera a Verdadeira Vontade.

Lam é a Consciência da Percepção Vazia de qualquer elemento contraditório. Ele é a união dos opostos, mas também a não-existência deles, o próprio Tao. Esta é a nova consciência que será alcançada neste grande passo ou estágio evolutivo que a humanidade está presenciando em suas consciências. Não importa o grau de evolução de cada Ser, mas sim a Consciência Estrutural despojada dos elos ou hábitos inúteis da mente. Esta é a Fórmula que O Livro da Lei retrata aos homens: «Eu sou único & conquistador. Eu não sou dos escravos que sucumbem. Sejam eles amaldiçoados & mortos! Amém. (Isto é dos 4: existe um quinto que é invisível, & no mesmo Eu estou conforme um bebê em um ovo).»

Interessados escrevam para o endereço abaixo solicitando mais informações acerca do Projeto LAMA-ALIL e os meios para afiliação:

a Secretária,
Av. Barão do Rio Branco, 3652/14 - Passos
Juiz de Fora – MG
36025 020

Amor é a lei, amor sob vontade.


Lasiferus, 511 ‘.’
Equinócio de Outono, 2015 e.v.




[1] Foi uma Célula da Corrente Sírus-Seth canalizada através da Ordo Tifoniana Oculta. Na Tradição Oculta, este é o nome dado ao complexo binário estelar conhecido como Canis Major, quer dizer, Sírius A e B. Sírius B é imbuída com a Luz Mágica da Ordem da Estrela de Prata, AA, a Estrela de Onze pontas que irradia sua influência sobre a Terra.
[2] Claudio Carvalho, Sociedade Lamatronika.
[3] O planeta Plutão. O último posto avançado do Universo A. Kether na Qabalah, o Ancião dos Dias ou Poderoso Antigo «Grat Old One». Veja Hecate’s Fountain, Kenneth Grant. Starfire, 2015.
[4] A Era «yug» ou Aeon de Set-Thoth. Em um sentido metafísico, Yog-Sothoth é o símbolo do espírito de Choronzon, que habita no coração da matéria ou o universo material. Este mistério só pode ser contemplado via o Portal de Daath, i.e. Thoth no Deserto de Seth, Seth-Thoth ou Sothoth. Veja Hecate’s Fountain, Kenneth Grant. Starfire, 2015.
[5] O nome do «platô abominável» identificado por alguns autores na região da Ásia Central. Em um sentido mágico, Lêng é idêntico a algumas dimensões da Zona Malva. Lam é o Lama de Lêng. Existem inúmeras referências veladas sobre ele nos escritos de Lovecraft, Chambers e Darleth. Veja Hecate’s Fountain, Kenneth Grant. Starfire, 2015.

0 comentários:

Postar um comentário

Ola, seja bem vindo para comentar. Utilize o bom-senso, seja profundo.